OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

CRÉDITOS! CRÉDITOS! CRÉDITOS!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um Simples encontro!


“Andei. Por caminhos difíceis, eu sei. Mas, olhando o chão sob meus pés, vejo a vida correr. E, assim, a cada passo que der, tentarei fazer o melhor que puder. Aprendi. Não tanto quanto quis, mas vi que, conhecendo o universo ao meu redor, aprendo a me conhecer melhor, e, assim, escutarei o tempo, que ensinará a tomar a decisão certa em cada momento. E partirei em busca de muitos ideais. Mas sei que hoje se encontram meu passado, futuro e presente. Hoje sinto em mim a emoção da despedida. Hoje é um ponto de chegada, e, ao mesmo tempo, ponto de partida. Se em horas de encontros pode haver tantos desencontros, que a hora da separação seja, tão somente, a hora de um verdadeiro,
profundo e coletivo encontro. De tudo ficarão três coisas: a certeza de estar sempre começando, a certeza de que é preciso continuar e a certeza de ser interrompido antes de terminar. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte e da procura
um encontro. Um simples encontro!”

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Entre Anjos


Não é preciso mais adormecer
Pra sonhar com um anjo descendo
Do céu, basta você perceber
Que sou mais que um amigo fiel.
Sou aquele que trás alegria de Deus,
E a entrega direto ao seu coração.
E com você vou sorrir e chorar,
Lado-a-lado vamos caminhar.
Quando de ajuda você precisar,
Dou minha vida pra lhe resgatar,
Esse é o desejo de Deus (de Deus).
De hoje em diante o seu Anjo sou eu.
Sou muito mais que um amigo,
Sou um Anjo que o Senhor enviou.
Pode gritar para o mundo ouvir,
Sou um Anjo, que o Senhor enviou pra você.
Não tenho asas e nem sei voar,
Mas o que o mundo não pode,
Eu posso lhe dar,
Vou lhe mostrar o caminho de Deus,
Só Ele pode te santificar.
Quando de ajuda você precisar,
Dou minha vida pra lhe resgatar,
Esse é o desejo de Deus (de Deus).
De hoje em diante o seu Anjo sou eu.
Quando você se ferir e do céu se afastar,
Eu lhe trarei para perto de Deus,
Quando sentir solidão vem comigo rezar,
Eu levarei suas preces a Deus.

domingo, 9 de maio de 2010

A Minha mãe!


Existem momentos em nossas vidas,
que jamais poderiam ser resumidos em simples palavras.

Ao longo desses anos fui convivendo com uma
mulher que me despertava diariamente para uma realidade,
que me fazia acreditar sempre mais e mais no verdadeiro significado das
palavras com determinação, respeito e amor.

Você foi ao longo desses anos à pessoa que mais me ouviu.

A amiga e mãe,
que mais soube dos meus medos e das alegrias que tive,
participou intensamente do meu crescimento e me ajudou a tomar as decisões mais difíceis.

Sem dúvida alguma você é a pessoa que mais me conhece e por isso
quero abrir o meu coração e dizer como estou feliz em participar
de mais um dia das maes ao seu lado e quero que a minha alegria transmita a você,
meu mais puro e sincero amor e toda a gratidão que tenho pelas coisas
que fez durante esses anos, espero estar sempre ao seu lado e poder
retribuir cada palavra e gesto de carinho que dedicou a mim,

Você é a melhor mãe do mundo.

Te amo e Feliz dia das mães!

Uma Mãe de consideração



Melhor ser neste mundo não há para desejar o bem, querer bem e amar. Mãe, com filosofia a parte, é aquela que tem prazer em estar por perto mesmo quando tudo não vai bem.

Enquanto os outros fogem para não ouvir os seus problemas, ela liga,insistindo em que você precisa conversar. Contar a ela os seus problemas. Então, enquanto muitos nem ligam para sua dor, mãe se importa e traz o remédio.

Remédio que é o bálsamo do amor, da compreensão, da boa e sincera amizade. Da crítica sempre construtiva, do elogio meio bobo, cheios de exageros tantas vezes, mas sinceros também.
Essa é a figura da mãe. Uma alma doadora, íntegra, valente, doce, brigona e conselheira.

Elas seguraram no ventre toda a pessoa que se é hoje. Foram nove meses de espera, grandes expectativas, de como seriam a cor dos olhos, a cor dos cabelos, como seria o temperamento, o jeito de ser.

Mas há aquelas mães que não passaram por nenhum desses processos e nem por isso, se tornaram menos mães. Elas não conceberam, não geraram, mas "criaram" e colaboraram com toda a carga de sentimentos desse filho escolhido. Estas são as mães de consideração.

Elas possuem todos os atributos das mães da “barriga de nove meses”. Elas igualmente são ternas para ouvir, dispostas a entender, ferozes para defender , sinceras para criticar e meio que exageradas ao elogiar. Coisas de mãe, as de consideração também possuem, por que também são mães.

A diferença é que elas, as de consideração, agem assim por livre e espontânea escolha. Elas optaram por serem amigas dos filhos escolhidos. Elas gostam de estar entre eles, acompanhando, protegendo, cuidando e intervindo positivamente na formação deles.
Mãe é tudo igual. As que geraram e as que assim se consideram. Ambas são motivadas pelo amor. Pela doação. E pela vontade de ver o filho feliz. E a Minha Mãe de consideração Fatimatozzi, um feliz 9 de maio.

Mãe, você é muito importante na minha vida, e quero pra sempre, te ter do meu lado, porque eu necessito disso! Te Amo minha lindinha!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Passos Escuros


" (...)Eu admiro o que me faz voltar
A ver a vida como eu sempre quis
Minhas verdades ninguém vai mudar
Nem apagar o que foi feito aqui
Hoje eu sou o que restou da dor
Da minha dor, não posso me esconder.
Mas que a verdade seja dita agora
Que a vida me leve afinal
Não tenho mais medo de errar e aprender
Com os meus passos escuros
Eu mudei por você
Mas não quis sofrer
Por ser tão real pra mim
Vou, aprendo a viver.
E num segundo perder
O medo de ser quem eu sou
Ser quem eu sou!(...)"

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Palavras bem ditas ainda que mal pensadas

Hoje, me dei conta das palavras ásperas que já ouvi sair dos seus lábios, logo você, que eu tanto amo, você que me conhece como ninguém, que me viu nascer, crescer, falar, andar, você que eu contei sobre meu primeiro beijo, e confiei; minhas amizades, sonhos e planos, com você compartilhei.

Já perdi a conta de quantas vezes, te defendi, e com orgulho te bajulei, quantas vezes por você chorei, me humilhei, mas não tive vergonha de demonstrar o quanto te amei.

Ao me sentar, aqui, sozinha, busco na minha lembrança, uma só palavra de carinho vinda de ti, mas infelizmente não me recordo.
Nesse tempo que vivemos sobre o mesmo teto, tivemos diferentes experiências, eu vivi te dando meu carinho, e você viveu me dando seu desprezo.

Debruço-me sob as fotografias guardadas, e o que posso encontrar, são fotos rasgadas, pedaços de um passado tão pouco agradável, mas ainda melhor que o presente.

Lembro-me ainda, como se fosse hoje, o dia em que você mais me magoou, ouvi de você palavras que eu não podia esperar nem de um grande inimigo, busquei em cada canto, cada palavra, uma resposta pra toda sua revolta, mas cada palavra que trocava com você, percebia o caminho de espinhos a minha frente, e como covarde, me recusava a me rasgar por seu veneno.
Me recordo, que em uma das muitas noites, que sofri com seu desafeto, sentei-me com minha caixa de “lembranças”, nela tinham imagens, imagens nossas, peguei uma a uma, e lembrei-me daquele momento, me peguei pensando em cada situação que vivemos para estarmos tão sorridentes em cada foto.. Mas aquele sorriso já não me era freqüente, peguei aquelas fotos, inclusive uma que estampava um dos porta-retratos do seu quarto e dividi, cortei-as ao meio e devolvi apenas a Sua imagem, com singelas palavras:

(...) “Estou devolvendo a você, a sua imagem, a qual não me pertence mais, a nossa separação em cada foto, significa pra mim o que você fez com nossa relação de amigo, nossa relação de irmão, e não se espante com a gota de sangue que acabou molhando o papel, é que eu apenas queria sentir no corpo, a dor que você tem me feito sentir no coração” (...)

Ao voltar pro aconchego do meu quarto, debulhada em lágrimas e dor, pude perceber que a dor que meu coração sentia, era bem maior, do que o rasgo feito na minha mão com a tesoura.
Lembro-me que não o vi chegar naquele dia, mas ao acordar, você já não se encontrava em casa, vi em minha mãe e meu pai, um rosto preocupado, um rosto magoado, afinal com seu egoísmo, você não tinha machucado somente a mim; Decidi então, que a partir daquele momento, eu procuraria em outro coração o amor de irmão que eu precisava, mas você era incapaz de me dar.

Com toda sua covardia, eu via ali, jogado aos cantos, um coração perdido, um coração vazio, incapaz de amar qualquer pessoa, poderia te definir como um covarde sem caráter, mas enfim, era meu irmão, e eu precisava te ajudar, pois apesar de tudo, meu coração pedia pra te amar.

Um pedido de desculpas, e meia dúzia de palavras bem faladas, ainda que mal pensadas, fizeram trazer de volta a minha face, um sorriso; prometemos-nos que jamais magoaríamos um ao outro, e que viveríamos como irmãos na verdade.
E foi assim, por 5 ou 6 meses,pois logo vi aquele monstro ir tomando conta novamente de você, e eu me perdi por completo, eu já não sabia mais o que fazer, já não tinha saída pra essa sua “agressão” sem nome.

Acho que se a cada palavra dita, você tratasse de me dar um tapa, sentiria menos dor.

Rezei, era tudo que eu podia fazer naquele momento, e mais uma vez, você mudou.
E dessa vez durou mais, mas infelizmente, tenho visto esse monstro ainda tomar conta de você, nos dias de bem você é um grande irmão, mas nos outros, não passa de um desconhecido agressor verbal.
Tenho medo, de, ao tentar te desvencilhar dos espinhos, me queimar com seu veneno, mas eu não vou desistir, sabe porque? Porque eu te amo e você é meu irmão, então essa é a minha missão.

Hoje, aqui, ainda sobre minhas lembranças, você conseguiu mais uma vez se transtornar e descontar em mim o seu desengano, olhar em meus olhos e dizer que sou mal amada, não vou chorar, porque, como eu, poderia ser bem amada, se não posso ter o amor de uma das pessoas que mais amo na vida?

Então, pra não sofrer, resolvi te escrever, ainda sabendo que você pode não ler, mas só pra te pedir, pedir pra me devolver a alegria de viver, alegria de ter um amigo, de ter um irmão, e pra te falar, que Amores desconhecidos, não me importam, eu necessito em minha vida mais do seu amor, do que o amor de homem e mulher.
E te pedir, que não magoe mais o meu coração, porque já não tenho mais condições de sofrer, eu sempre vou estar ao seu lado, independente de qualquer coisa, então compartilhe os seus problemas, sorria mais e brigue menos, prefira o abraço ao grito, prefira o amor, alegria e a paz.

E se não for demais, queria apenas uma coisa..
EU POSSO ESPERAR O TEMPO QUE FOR, MAS VOLTA A SER MEU IRMÃO?

(...) Não sei porque você se foi, tantas saudades eu senti, e de tristezas vou viver, e aquele adeus não pude dar.. (sorte que não era definitivo), Você marcou na minha vida, viveu, morreu (e renasceu) na minha história, Chego a ter medo do futuro (porque já vivi várias vezes ele, sem nenhuma mudança e novidade), e da solidão (solidão, carência de irmão) que em minha porta bate.
E eu, gostava tanto de você (eu não gostava, eu gosto).
Eu corro e fujo dessa sombra (por não ter mais condições de sofrer), em sonho e vejo esse passado (que tanto me magoou), e na parede do meu quarto, ainda está o seu retrato (aquele que estávamos juntos, e eu me tirei da foto, pra devolver a você sua imagem, tentando te devolver a felicidade que eu via ali naquela foto), Não quero ver pra não lembrar, pensei até em me mudar, lugar qualquer que não exista o pensamento em você. (porque é bem difícil suportar os seus devaneios e êxtases intensos).
E eu, gostava tanto de você (eu não gostava, eu gosto).
E eu, amava tanto você (eu não amava, eu amo).(...)

Gostava tanto de você – Tim Maia (com adaptações)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aquecimento

Aquecimento...Eles correm no campo, as mãos dele descobrem meu corpo com a destreza que eles têm pra conduzir a bola com os pés, um giro, um drible, estou sem fôlego, ele me pega com força, estão na nossa área, talvez um chute a gol, ele enrola meu cabelo na mão, o goleiro defende, puxa-os pra trás com uma violência delicada, não machuca, foi só um susto, tiro de meta...

Um, dois gols, quero mais. Ele também. Ninguém se contenta com o gozo de dois gritos apenas, podemos muito.Quero tudo em absoluto, Freud explica, Ricardo irrita.Os estampidos de champagnes sendo abertas no meu ventre e o líquido espesso borbulhando no látex...Um gole na cerveja e voltamos pro beijo: o tempo urge, a vida é curta e eu quero o Título...Você também?Talvez tenhamos um pouco mais de pressa nesses quarenta e cinco do primeiro tempo, mas gosto da precaução...

Não mudei de titular, os tricolores reclamam dos jogadores, adoro sua técnica de tocar no canto certo, de finalizar bem os escanteios. A taça do campeonato é nossa, cansados todos, suados e felizes...exausta e mole,agora é só correr pro abraço...Quase saciada e rouca...Oba! Segundo tempo?
Reclamam do toque de mão, eu não. Gosto do jeito que ele toca,pareço um instrumento; desconheço a combinação das notas e as regras do impedimento. Cartão amarelo pra quem? Deixa pra lá, é pro time adversário,tomara que seja expulso enquanto eu vibro em vermelho.
Abre aqui pela direita, FALTA (!), ia meter pela linha de fundo mas preferiu se posicionar na frente.........Falta é criatividade nesse meio de campo, aqui não...Acabem com o time, acabe-com-essa-minha-gana!!!Mordida.. CENI SALVA OUTRA VEZ!!!!!!!!Que reflexo!!!!O rebote é nosso, a enfiada no meio de campo é sua e lá vem a oportunidade de mais um GOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLL!!!!!Eles correm pro abraço, eu permaneço no seu...
Recomeça a partida, a nossa defesa retoma o lance, posição de perigo, alguém se adianta, lançamento pela linha de fundo......... IMPEDIMENTO!!! Haja coração!.....Soa o apito, toca aqui, toca ali, “que posição legal!” , olho no lance que os meus estão fechados, agora o mérito é do triângulo mágico: “a conseqüência de jogar com esse time é que é muito contato físico!” e o narrador conclui: “o problema é na defesa....” Concordo, as minhas estão todas abertas...
Pronta pra enfiada de bola... olha lá: "na TRAAAVE!!! O espaço é estreito com uma goleira dessas!"
Jogo suado, sofrido, mas muito boa a atuação da equipe e esse seu espetáculo particular.......

Próximo jogo: na minha casa ou na sua?

Resultado: São Paulo três pra zerar esse peixe_ próxima partida rumo a FINAL!

Obs: Demitindo Galvão ou a sugerindo uma narração mais emocionante.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sem palavras!

Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver Amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver Amor, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver Amor, nada disso me aproveitará.

O Amor é paciente, é benigno, o Amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,

não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;

não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;

tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O Amor jamais acaba; mas havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passarão;

porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos.

Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, então veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o Amor, estes três: porém o maior destes é o Amor.



1 CORÍNTIOS, 13

Amigos - Anjos

Eu nunca fiz amigos tentando ser interessante. Todos os amigos mais íntimos que fiz foi porque me interessei verdadeiramente por eles. Me interessei pelo que doía, pelo que o fazia gargalhar, pela forma como banalizava histórias tristes, pelo jeito com que dramatizava fatos aparentemente banais...Todo mundo quando descobre certa receptividade no outro abre seu coração com tamanha generosidade, que fica difícil não fazer o mesmo. Porque a escolha é sempre nossa. A gente se abre, o outro percebe e se abre simultaneamente_ sempre nessa expectativa do encontro. E quando flui, tudo nos parece mágico.Mas depois vem o que fazemos com tanta informação, com aquela confissão, com aquele momento de entrega. É isso que vai solidificar o que quer que tenha começado. E quando isso não é um dom, é um exercício.Sempre tenho a impressão de que meus amigos têm talento para sê-los. Que são pessoas que nasceram pra essa troca incrível, com esse jeito maravilhoso de encher de sagrado qualquer encontro. Sempre lembro que se fulano (que para mim vive em outro patamar espiritual, emocional, intelectual, etc) me es-colheu, é meu termômetro pra pensar: “vá em frente, você está vibrando na energia certa”!...Isso me faz acreditar mais em mim e a ter vontade de me melhorar diariamente porque sei que o quer que eu faça ou fale, nunca será o suficiente para parar de investir numa relação: o ser humano é dinâmico, está em constante processo de mutação e carecendo de novas trocas.Com minhas amizades aprendo, inclusive, a me relacionar afetivamente com pessoas mais saudáveis quando reflito: “beltrano, seria alguém que eu indicaria para minha melhor amiga ou uma filha?”Quando a resposta é NÃO! O que me fez pensar que seria o melhor para mim???É o tipo de amor que não me deixa estagnar na consciência, mas me leva à ação.Tudo que eu sou eu devo ao que fui, à minha criação, ao que me doeu longamente, às alegrias que tive, às pessoas que conviveram comigo,aos valores que me passaram e ao que transcendi. Tenho tanta consciência da importância do outro na minha vida que digo que sou viciada em gente: com seus problemas, suas virtudes, sua simplicidade, ou complexidade, com sua disposição pro amor ou a sua dificuldade de. Porque eu sempre vou encontrar casa numa característica, qualidade ou defeito do outro, nem que seja pra rejeitar naquele momento e me sentir superior ou inferior. Tudo é instrumento para que eu me trabalhe quando me deixo vir à tona através das projeções que faço.Não sou uma pessoa fácil, embora quem me veja, ache que sim. Às vezes me alimento das belezas que as pessoas me dão ou me desprezo quando me rejeitam.Sou exagerada em tudo:oscilo demais, fico melancólica demais, alegre demais, agressiva demais, doce demais, carente ao extremo, independente além da conta. Mas sempre tento estar atenta a minha responsabilidade, a ter o cuidado de dizer ao outro que o processo é meu, o problema é meu ...que ele me trouxe à tona e que às vezes no primeiro impacto isso pode ser assustador. Porque a honestidade sempre salvou as minhas relações e me permitiu ser amada sendo quem eu estava, porque somos o que estamos.Depois descobri que a gente se desilude com amigos sim, mas que ninguém tem tanta força pra me ferir. Só terá se eu der a ele esse poder. E que quando abraço uma pessoa inteira( porque eu, sinceramente, não consigo abraçar sem entrega), sei que estou trazendo pra minha vida uma pessoa com tudo o que ela tem dentro: seu passado e tudo o mais que a formou além da essência. E acredito tanto na minha intuição e na minha sensibilidade que confio que sempre haverá a troca_ de um jeito torto, truncado ou fluido_ eu só dependo da minha criatividade: com ela eu escolho se usarei meus vazios e minhas decepções pra me lamentar ou como espaços que eu tenho pra crescer ou, ainda, se saberei aceitar amor e confiar simplesmente.É por isso que críticas podem até me baquear, mas não me desnorteiam e que elogios me nutrem, mas não me envaidecem (mais)...Porque nunca fiz amigos tentando ser interessante...
"Era alguma coisa que seria amor ou não seria. Caberia a ela, entre milhares de segundos, dar a leve ênfase de que o amor apenas carecia para ser(...) Um segundo antes ainda poderia não amá-lo. Mas agora, suavemente, vaidosamente: nunca mais. No mesmo instante teve uma sensação de tragédia... E agora era tarde demais_ qualquer que tivesse sido o sentimento gerador, este para sempre se volatilizara. Era tarde demais: a dor ficara na carne como quando a abelha já está longe. A dor, tão reconhecível, ficara. Mas para suportá-la fomos feitos."(Clarice Lispector)